Trocadilhos podem indicar problemas de saúde: sinais que você não deve ignorar
Vamos falar sobre algo que todo mundo conhece bem, mas nem sempre discute abertamente: os gases intestinais. O nosso sistema digestivo está em atividade constante, processando gorduras, carboidratos e diversos nutrientes. Nesse processo, ocorrem reações químicas naturais que resultam na formação de gases. Por isso, a presença deles é absolutamente normal.
Assim como um motor libera gases após a combustão, o corpo humano também precisa eliminá-los. O desconforto, claro, pode surgir — especialmente depois de refeições mais pesadas, como aquela feijoada de fim de semana. Ainda assim, é algo universal. Todos passam por isso, inclusive os animais.
Os gases se formam principalmente de duas maneiras: pelo ar que engolimos ao longo do dia e pela ação das bactérias benéficas presentes no intestino. Essas bactérias ajudam a decompor substâncias que o organismo não digere completamente, como certos amidos e açúcares. Esse processo gera gases. Em média, uma pessoa pode liberar gases cerca de 10 a 20 vezes por dia — algo considerado perfeitamente saudável.
A maior parte desses gases não tem cheiro, o que é uma boa notícia. Normalmente, eles são compostos por dióxido de carbono, hidrogênio e outros elementos inodoros. O famoso mau cheiro surge quando há presença de compostos sulfurados, como o sulfeto de hidrogênio, responsável pelo odor semelhante ao de ovos podres.
Alguns alimentos tendem a intensificar esse odor. Brócolis, couve-flor, feijão, leite e carne vermelha estão entre os mais conhecidos por favorecerem gases mais fortes. Isso não significa que devam ser evitados, mas sim consumidos com equilíbrio.
O odor e a frequência podem, em certos casos, indicar algo além da digestão normal. Alimentação desequilibrada, excesso de fibras ou intolerância à lactose podem aumentar a produção de gases ou torná-los mais desconfortáveis. Pessoas sensíveis à lactose, por exemplo, frequentemente percebem alterações após consumir leite e derivados.
Quanto ao barulho, ele não tem grande relevância clínica. Trata-se apenas da liberação do gás acumulado. E vale lembrar: soltar gases com frequência não é, por si só, um problema. Porém, aumentos repentinos, acompanhados de dor ou desconforto intenso, merecem atenção.
No fim das contas, a maior desvantagem dos gases costuma ser social — não fisiológica 🙂
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