Pouca gente sabe, mas beijar um ente querido falecido pode causar isso

O luto é uma vivência profundamente individual, e cada pessoa enfrenta a perda de maneiras diferentes.

Para alguns, o impulso de beijar ou tocar um ente querido após a morte surge como um último gesto de amor — uma despedida silenciosa ou uma tentativa de preservar o vínculo que foi interrompido de forma repentina. Embora esse comportamento possa trazer conforto imediato ou parecer algo natural, ele envolve questões emocionais e práticas que merecem reflexão.

As crenças culturais e religiosas exercem forte influência sobre a forma como o contato físico com o falecido é percebido. Em determinadas tradições, tocar ou beijar o corpo faz parte do ritual de despedida e possui grande significado simbólico. Em outras, esse gesto pode ser visto como inadequado ou até desrespeitoso. Compreender essas diferenças ajuda a lidar com o luto de maneira mais sensível, respeitando valores pessoais, familiares e sociais.

Aspectos emocionais

O ato de beijar um ente querido falecido pode funcionar como um ritual simbólico de encerramento. Muitos enlutados encontram conforto em gestos físicos, que permitem expressar sentimentos profundos difíceis de colocar em palavras. Esse momento pode proporcionar uma breve sensação de proximidade e uma despedida concreta, amenizando, ainda que por instantes, a dor da perda.

No entanto, também podem surgir efeitos emocionais complexos. Algumas pessoas passam a sentir culpa, constrangimento ou dúvida, questionando se sua atitude foi apropriada. Outras enfrentam dificuldades para aceitar a realidade da morte, já que esse tipo de contato pode intensificar o sofrimento ou atrasar o processo de aceitação.

Em situações mais extremas, o contato físico recorrente com o falecido pode se transformar em uma forma de enfrentamento pouco saudável, dificultando a elaboração do luto e o equilíbrio emocional ao longo do tempo.

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