OMS divulga importante comunicado após casos do vírus Nipah
Notícias relacionadas a vírus costumam provocar reação imediata de preocupação. A lembrança recente de emergências sanitárias globais faz com que dados técnicos, números de infectados e comunicados oficiais despertem ansiedade coletiva, mesmo quando o risco real de propagação é baixo.
Nesse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se manifestou após a confirmação de novos casos do vírus Nipah na Índia. Apesar da repercussão, a entidade esclareceu que não há, no momento, qualquer recomendação para restrições de viagens ou de comércio com o país asiático.
De acordo com especialistas, o risco de disseminação internacional do vírus permanece reduzido, mesmo após a confirmação de dois casos recentes. Como medida preventiva, cerca de 110 pessoas estão atualmente em quarentena na Índia.
O reforço no monitoramento ocorreu após dois profissionais de saúde testarem positivo para a infecção no início de janeiro. Ainda assim, a OMS ressalta que a situação está sob controle e requer atenção em nível local, sem necessidade de ações globais mais rigorosas.
O vírus Nipah integra a lista de patógenos prioritários da organização por seu potencial de causar surtos regionais. A infecção pode provocar quadros respiratórios graves, inflamação cerebral e comprometimento do sistema nervoso central.
Até o momento, não há vacina nem tratamento específico disponível, o que explica a elevada taxa de letalidade registrada em surtos anteriores, especialmente quando o diagnóstico é tardio. A transmissão ocorre principalmente por contato com animais, como morcegos frugívoros e porcos, que são reservatórios naturais do vírus.
A transmissão entre pessoas é possível, porém menos comum, ocorrendo com maior frequência em ambientes hospitalares. Alimentos contaminados também podem atuar como fonte de infecção.
Especialistas indicam que a maior preocupação se concentra na Índia e em países vizinhos, onde esses animais hospedeiros estão presentes. Não há registros da doença no Brasil nem em outros países da América Latina. Para a OMS, o risco global permanece limitado, desde que as autoridades locais mantenham medidas adequadas de isolamento, rastreamento e comunicação com a população.
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