Falece ‘Dona Ló’, a vovó cearense de 117 anos que sempre dava os melhores conselhos

Morreu em Morada Nova, no bairro São Francisco, Leonizia Pereira da Silva, carinhosamente conhecida como Dona Ló, aos 117 anos. Admirada e querida por toda a cidade, ela era considerada um verdadeiro patrimônio humano de Morada Nova. Nascida em 19 de janeiro de 1908, no município de Tianguá, Dona Ló atravessou gerações, guerras e profundas transformações sociais, sem jamais perder o sorriso acolhedor e a vitalidade que encantavam todos ao seu redor. Sua impressionante longevidade despertava atenção não só no Ceará, mas em todo o Brasil, sendo apontada como uma das pessoas mais velhas do país — com possibilidade, inclusive, de reconhecimento internacional pelo Guinness Book.

Há mais de sessenta anos, Dona Ló havia escolhido Morada Nova para chamar de lar. Era figura conhecida nas calçadas do bairro São Francisco, onde gostava de conversar e relembrar histórias antigas, sempre com a lucidez que a acompanhou até o fim da vida. Em agosto deste ano, chegou a ser internada após uma queda, mas surpreendeu a equipe médica com sua rápida recuperação e o bom humor de sempre — chegando a pedir açaí e rapadura, seu “doce preto preferido”.

Deixou uma grande família, com 12 netos, 11 bisnetos e 6 tataranetos, além de um legado de amor, fé e resistência.

A morte de Dona Ló não marca apenas a partida da mulher mais velha de Morada Nova, mas o encerramento de uma era. Uma era de simplicidade, sabedoria e força, representada por uma geração que soube viver e resistir. Para os moradores, ela era a “Mãe do município”, símbolo do respeito às origens e do valor das tradições. Sua despedida é, ao mesmo tempo, um adeus e uma celebração à história viva de um povo que aprendeu com ela o verdadeiro sentido de viver com serenidade e gratidão.

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