Sinais de que um infarto pode estar prestes a acontecer em mulheres

O infarto, também chamado de ataque cardíaco, está entre as principais causas de morte no mundo e afeta tanto homens quanto mulheres. No entanto, nas mulheres, os sinais de alerta podem ser mais sutis — e, em muitos casos, diferentes dos sintomas clássicos amplamente conhecidos. Reconhecer esses indícios precocemente pode ser decisivo para evitar complicações graves e salvar vidas.

Neste artigo, você vai entender o que é o infarto, quais são seus sintomas mais comuns e os menos típicos, os fatores de risco específicos para mulheres, a relação com a menopausa e, principalmente, como reduzir as chances de ocorrência.

O que é o infarto?

O infarto ocorre quando há obstrução em uma ou mais artérias coronárias, impedindo que o oxigênio chegue adequadamente ao músculo cardíaco. Sem oxigenação, o tecido começa a sofrer danos, podendo evoluir para necrose (morte celular). A ausência de tratamento imediato pode resultar em sequelas permanentes ou até morte.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares representam cerca de 30% das mortes no Brasil, liderando as estatísticas de mortalidade. Entre elas estão o infarto, a insuficiência cardíaca e o acidente vascular cerebral (AVC).

Na maioria das vezes, o bloqueio acontece devido à aterosclerose — processo caracterizado pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias. Quando essas placas se rompem, formam-se coágulos que interrompem o fluxo sanguíneo.

Sintomas clássicos do infarto

Os sintomas considerados “típicos” costumam ser semelhantes em homens e mulheres:

  • Dor ou pressão no peito, podendo irradiar para braço esquerdo, pescoço, mandíbula, costas ou abdômen

  • Falta de ar

  • Náuseas ou vômitos

  • Suor frio

  • Tontura ou desmaio

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), identificar rapidamente esses sinais aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento.

Sintomas atípicos em mulheres

Nas mulheres, o infarto pode se manifestar de forma menos evidente. Isso frequentemente leva à demora na busca por atendimento médico. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Fadiga intensa e inexplicável

  • Falta de ar sem dor no peito

  • Náuseas ou sensação de enjoo

  • Desconforto leve no peito ou na parte superior do abdômen

  • Sensação de pressão nas costas ou no pescoço

  • Batimentos cardíacos irregulares (arritmia)

A American Heart Association (AHA) destaca que muitas mulheres que sofrem eventos cardíacos graves não apresentaram sintomas clássicos anteriormente, reforçando a importância de atenção aos sinais discretos.

Após a menopausa, o risco cardiovascular tende a aumentar. Isso ocorre, em parte, pela redução dos níveis de estrogênio, hormônio que exerce efeito protetor sobre o coração.

Diferenças importantes entre homens e mulheres

Embora a dor no peito seja o sintoma mais associado ao infarto, uma parcela significativa das mulheres pode não apresentá-la. Em muitos casos, o quadro se resume a cansaço extremo, desconforto difuso ou dificuldade respiratória.

Essa variação pode dificultar diagnósticos rápidos e evidencia a necessidade de maior conscientização sobre o tema.

Fatores de risco em mulheres

Os fatores de risco tradicionais incluem:

  • Tabagismo

  • Sedentarismo

  • Hipertensão

  • Colesterol elevado

  • Diabetes tipo 2

  • Estresse crônico

Existem também fatores mais frequentes ou específicos do público feminino:

  • Histórico de complicações na gravidez (como pré-eclâmpsia)

  • Uso de anticoncepcionais hormonais associado ao tabagismo

  • Menopausa precoce

A importância de agir rapidamente

Durante um infarto, o tempo é crítico. Quanto mais cedo ocorrer o atendimento, maiores as chances de preservar o músculo cardíaco.

Em caso de suspeita:

  • Procure imediatamente um serviço de emergência (SAMU – 192)

  • Evite esforços físicos

  • Siga orientações médicas previamente recebidas

Como prevenir o infarto

Grande parte dos casos pode ser evitada com mudanças no estilo de vida.

A prevenção inclui:

  • Prática regular de atividade física

  • Alimentação equilibrada

  • Abandono do tabagismo

  • Controle da pressão arterial, colesterol e glicemia

  • Gerenciamento do estresse

Pequenas atitudes diárias têm impacto direto na saúde cardiovascular.

Conclusão

O infarto em mulheres pode apresentar sinais diferentes e menos evidentes. Por isso, conhecer os sintomas, manter hábitos saudáveis e buscar avaliação médica regular são atitudes fundamentais.

Ao menor sinal de alerta, procure ajuda médica.

Nota: Este conteúdo tem finalidade informativa e educacional. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Em caso de sintomas ou emergência, procure atendimento profissional imediato.

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