Você sente desconforto nas pernas? Pode ser a síndrome das pernas inquietas

A síndrome das pernas inquietas (SPI) é um distúrbio neurológico caracterizado por sensações desagradáveis nas pernas, que surgem principalmente quando a pessoa está em repouso, sobretudo no período noturno. Quem convive com o problema costuma relatar uma vontade quase irresistível de movimentar as pernas para aliviar o desconforto. Esse impulso constante compromete o sono e impacta diretamente a qualidade de vida.

Quais são os sintomas da síndrome das pernas inquietas?

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:

Sensação de formigamento ou coceira interna

Queimação leve ou arrepios

Agonia ou inquietação nas pernas

Necessidade incontrolável de movimentar os membros

Desconforto que piora quando a pessoa permanece parada, especialmente à noite

Alívio temporário ao mexer as pernas

Dificuldade para iniciar ou manter o sono

Essas sensações tendem a se intensificar quando a pessoa fica deitada ou sentada por longos períodos, como durante viagens, ao assistir televisão ou no momento de dormir. Alguns pacientes descrevem o incômodo como se houvesse “algo se movendo dentro das pernas”.

O que causa a síndrome das pernas inquietas?

A SPI pode ter diversas origens, envolvendo fatores genéticos e condições de saúde associadas. Entre as causas mais frequentes estão:

Predisposição genética: em muitos casos, o distúrbio é hereditário

Deficiência de ferro: comum em quadros de anemia, interfere na produção de dopamina, neurotransmissor ligado ao controle dos movimentos

Doença renal crônica: pode alterar o metabolismo e favorecer os sintomas

Gravidez: principalmente no terceiro trimestre

Uso de medicamentos: como antidepressivos, antialérgicos e antipsicóticos

Doenças neurológicas: como a esclerose múltipla

Diabetes e neuropatia periférica

Em parte dos casos, não é possível identificar uma causa específica. Nessas situações, a SPI é classificada como idiopática.

Quem tem mais risco de desenvolver a SPI?

A síndrome pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum após os 40 anos. As mulheres apresentam uma leve predominância em relação aos homens.

O risco é maior em pessoas que têm:

Histórico familiar da doença

Doenças crônicas

Anemia ou deficiência de ferro

Uso frequente de medicamentos que atuam no sistema nervoso central

Gestação

Como a SPI interfere na vida do paciente?

O principal impacto da síndrome das pernas inquietas está na qualidade do sono. Muitos pacientes acordam várias vezes durante a noite devido ao desconforto, movimentando as pernas e tendo dificuldade para voltar a dormir. Com o tempo, isso pode provocar:

Sonolência durante o dia

Irritabilidade

Dificuldade de concentração

Queda no rendimento profissional

Redução do interesse por atividades sociais

Em casos mais graves, o incômodo é tão intenso que a pessoa evita viagens, cinema ou qualquer situação que exija permanecer sentada por longos períodos.

Como aliviar os sintomas da síndrome das pernas inquietas?

Embora não exista cura definitiva, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida. Algumas estratégias eficazes incluem:

1. Mudanças no estilo de vida

Reduzir o consumo de cafeína, álcool e cigarro

Praticar atividades físicas leves, como caminhadas

Manter horários regulares para dormir e acordar

Criar um ambiente de descanso confortável, silencioso e com pouca luz

2. Alimentação e suplementação

Corrigir deficiências de ferro, magnésio e vitamina B12, sempre com orientação médica

Manter uma alimentação equilibrada

3. Tratamento medicamentoso (com prescrição médica)

Agonistas dopaminérgicos: auxiliam na regulação da dopamina, relacionada ao controle dos movimentos

Anticonvulsivantes: ajudam a aliviar dores neuropáticas e sensações de formigamento

Benzodiazepínicos: indicados apenas em casos específicos para melhorar o sono

4. Terapias complementares

Massagens nas pernas

Compressas quentes ou frias

Banhos quentes antes de dormir

Alongamentos leves

Como é feito o diagnóstico?

Não existe um exame específico para diagnosticar a SPI. A avaliação é clínica e leva em conta:

Descrição detalhada dos sintomas

Frequência e horário em que ocorrem

Exclusão de outras doenças por meio de exames laboratoriais e avaliação neurológica

O médico pode solicitar exames de sangue, principalmente para verificar os níveis de ferro. Geralmente, a consulta com um neurologista ou especialista em sono é recomendada.

É possível prevenir a síndrome das pernas inquietas?

Não há uma forma garantida de prevenção, mas algumas medidas podem reduzir o risco:

Tratar anemia e doenças crônicas

Evitar automedicação

Controlar o estresse e a ansiedade

Manter bons hábitos de sono

A síndrome das pernas inquietas é grave?

Na maioria dos casos, a SPI não é considerada grave. No entanto, quando não tratada, pode se tornar bastante incapacitante. A falta de sono afeta a saúde mental, o equilíbrio emocional e enfraquece as defesas do organismo.

Pacientes com quadros moderados ou graves devem manter acompanhamento médico regular para evitar complicações físicas e emocionais.

Resumo rápido

A SPI causa desconforto nas pernas quando a pessoa está parada

Os sintomas pioram à noite

Movimentar as pernas alivia temporariamente o incômodo

Pode provocar insônia, irritabilidade e cansaço

O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, suplementação e, em alguns casos, uso de medicamentos

O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde, com base nos sintomas.

Importante: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Ao perceber sinais compatíveis com a síndrome das pernas inquietas, procure orientação profissional.

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