Luto no futebol: ex-jogador do Cruzeiro falece com apenas 22 anos após ser atingido por disparo

Perder um jovem para a violência é uma dor que vai além do sofrimento familiar e atinge amigos, colegas e toda a comunidade. É a sensação de um futuro interrompido, de sonhos que não tiveram tempo de se concretizar e de uma história encerrada cedo demais.

Foi dessa forma que o futebol brasileiro recebeu a notícia da morte de João Victor da Silva Santos, de 22 anos, conhecido como Vitão. O ex-jogador das categorias de base do Cruzeiro não resistiu aos ferimentos provocados por uma bala perdida. Ele estava em coma havia cerca de três semanas no Hospital Geral do Estado de Alagoas, em Maceió.

O disparo ocorreu no dia 11 de janeiro e, desde então, o quadro de saúde do atleta era considerado grave. Vitão integrou as categorias de base do Cruzeiro entre 2019 e 2021, período em que atuou pelo clube mineiro.

Durante sua passagem pela Toca da Raposa, dividiu treinos e partidas com jogadores que mais tarde ganhariam projeção nacional, como Vitor Roque, atualmente no Palmeiras. Com a camisa celeste, disputou 33 partidas e marcou um gol, destacando-se principalmente nas equipes sub-15 e sub-17.

Após deixar o Cruzeiro, João Victor seguiu em busca da consolidação de sua carreira no futebol. Defendeu clubes como Athletic, CRB, CSA e São Bernardo, acumulando experiências e mantendo vivo o sonho de se firmar no cenário esportivo.

No momento do ocorrido, ele não atuava profissionalmente, mas permanecia ligado ao esporte, integrando o elenco de futebol de sete do Parma Alagoano. A morte do atleta causou grande comoção e gerou diversas homenagens. Em nota publicada nas redes sociais, o Parma Alagoano lamentou profundamente a perda e destacou qualidades que marcavam Vitão fora de campo, como dedicação, alegria e companheirismo.

Ex-jogador do Cruzeiro morreu aos 22 anos

O clube afirmou que a memória do jogador seguirá viva entre todos que conviveram com ele. Até o momento, as circunstâncias do disparo não foram detalhadas pelas autoridades. O caso evidencia, mais uma vez, os impactos da violência urbana, que continua ceifando vidas jovens e interrompendo trajetórias que ainda estavam em construção.

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