Arrota com frequência? Isso pode indicar 6 problemas de saúde

Arrotar é algo totalmente normal. Todo mundo solta um ou outro arroto depois de comer rápido ou beber refrigerante. Mas e quando isso passa a acontecer o tempo todo? Quando você percebe que está arrotando com frequência, mesmo sem ter exagerado na comida?

Nesse ponto, é hora de acender o sinal de alerta. O excesso de arrotos pode indicar que algo não vai bem no sistema digestivo. Não é apenas uma questão de constrangimento social — muitas vezes, é o corpo tentando avisar que existe um desequilíbrio interno. Quer entender o que pode estar por trás disso?

Arrota demais? Você pode ter um destes 6 problemas

1. Refluxo gastroesofágico (DRGE)

O refluxo é um dos principais vilões quando o assunto é arroto fora de hora. Ele acontece quando o ácido do estômago retorna para o esôfago, causando aquela sensação de queimação bem conhecida.

Além da azia, quem sofre com DRGE costuma arrotar com frequência, já que o esfíncter que separa o estômago do esôfago não se fecha corretamente. Com isso, o ar e o ácido sobem com mais facilidade.

Outros sintomas comuns:

  • Queimação no peito

  • Gosto amargo na boca

  • Tosse seca

  • Sensação de que a comida “não desceu”

2. Dispepsia funcional: quando o estômago não colabora

Você come pouco e já se sente estufado? Tem arrotos frequentes mesmo sem exagerar na refeição? Esses podem ser sinais de dispepsia funcional.

Apesar do nome complicado, o problema acontece quando o estômago funciona de forma lenta ou irregular, mesmo sem alterações visíveis nos exames. A digestão não flui bem, o desconforto persiste e os arrotos aparecem como consequência.

Sintomas comuns:

  • Sensação de estômago pesado após pequenas refeições

  • Arrotos frequentes sem causa aparente

  • Queimação leve ou dor na parte superior do abdômen

  • Sensação constante de empachamento

Nesses casos, procurar um gastroenterologista faz toda a diferença. O tratamento existe e melhora muito a qualidade de vida.

3. Intolerâncias alimentares: quando a comida vira problema

Se os arrotos surgem logo após as refeições, o problema pode estar no prato. Intolerâncias alimentares costumam provocar reações rápidas, e os arrotos geralmente vêm acompanhados de gases e estufamento.

A intolerância à lactose é uma das mais comuns, mas não é a única.

Outras possíveis causas:

  • Sensibilidade ao glúten

  • Intolerância à frutose

  • Dificuldade de digestão dos FODMAPs (carboidratos que fermentam no intestino)

Uma dica simples e eficaz é manter um diário alimentar. Anotar o que você come e como se sente depois ajuda a identificar os alimentos que desencadeiam o desconforto.

4. Aerofagia: engolindo ar sem perceber

A aerofagia acontece quando a pessoa engole ar em excesso durante o dia — muitas vezes sem notar. Esse ar precisa sair, e os arrotos acabam se tornando frequentes.

Hábitos que favorecem a aerofagia:

  • Comer ou beber muito rápido

  • Usar canudo

  • Mascar chiclete com frequência

  • Falar enquanto come

  • Fumar

A boa notícia é que pequenas mudanças de hábito, como comer devagar e mastigar bem, costumam reduzir bastante o problema.

5. Desequilíbrio da microbiota intestinal

A microbiota intestinal é formada por bactérias que ajudam na digestão. Quando esse equilíbrio se perde, surgem vários sintomas — entre eles, os arrotos excessivos.

Um exemplo comum é o SIBO, que é o crescimento exagerado de bactérias no intestino delgado. Isso provoca fermentação excessiva dos alimentos, estufamento e produção de gases.

Outros sinais de desequilíbrio intestinal:

  • Barriga inchada com frequência

  • Excesso de gases

  • Intestino irregular

  • Desconforto após refeições leves

O tratamento pode envolver probióticos, prebióticos ou, em alguns casos, medicamentos específicos, sempre com orientação médica.

6. Medicamentos que provocam arrotos

Alguns remédios podem causar arrotos como efeito colateral, incluindo:

  • Anti-inflamatórios

  • Certos antibióticos

  • Medicamentos para diabetes

  • Suplementos de ferro e cálcio

  • Relaxantes musculares

Se os arrotos começaram após iniciar um medicamento, converse com o médico. Nunca interrompa o tratamento por conta própria — muitas vezes é possível ajustar a dose ou trocar o remédio.

Quando procurar ajuda médica

Arrotos ocasionais são normais. Mas é importante buscar avaliação médica se o problema vier acompanhado de:

  • Dor abdominal intensa

  • Perda de peso sem explicação

  • Dificuldade para engolir

  • Vômitos frequentes

  • Fezes escuras ou com sangue

Com os exames adequados, o gastroenterologista identifica a causa e indica o tratamento correto.

Dicas práticas para reduzir os arrotos

Segundo a Mayo Clinic, algumas mudanças simples ajudam bastante:

  • Evite bebidas gaseificadas

  • Coma e beba devagar

  • Evite chicletes e balas duras

  • Pare de fumar

  • Verifique se próteses dentárias estão bem ajustadas

  • Caminhe levemente após as refeições

  • Use antiácidos apenas com orientação médica

Conclusão

Arrotar faz parte do funcionamento normal do corpo, mas quando isso acontece em excesso, algo pode estar fora do lugar. A boa notícia é que, na maioria dos casos, o problema tem solução — seja com ajustes na alimentação, mudança de hábitos ou acompanhamento médico.

Seu corpo se comunica o tempo todo. Prestar atenção nesses sinais é o primeiro passo para recuperar o bem-estar e a saúde digestiva.

Aviso: As informações acima têm caráter informativo e não substituem a avaliação médica. Em caso de sintomas persistentes, procure um profissional de saúde.

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