Atenção aos sinais: Veja os sintomas mais comuns da intolerância ao glúten

A intolerância ao glúten é mais comum do que muitas pessoas imaginam. O problema se manifesta por meio de sintomas específicos provocados por uma reação do organismo ao glúten, proteína presente em diversos alimentos.

A forma mais grave dessa condição é a doença celíaca, um distúrbio autoimune que afeta cerca de 1% da população mundial — número que pode parecer pequeno, mas representa milhões de pessoas. Quando não diagnosticada e tratada corretamente, a intolerância ao glúten pode causar complicações sérias, incluindo danos permanentes ao sistema digestivo.

A seguir, você confere os principais sintomas, as diferenças entre intolerância ao glúten, alergia ao trigo e sensibilidade ao glúten, além de dicas de alimentação segura.

Intolerância ao glúten, alergia ao trigo e sensibilidade: qual a diferença?

Muitas pessoas confundem alergia ao trigo com intolerância ao glúten, mas são condições distintas.

O trigo está entre os principais alimentos causadores de alergias. A alergia ao trigo ocorre quando o sistema imunológico reage a uma ou mais proteínas do grão — que podem incluir o glúten, mas não se limitam a ele. Essa condição é mais comum em crianças e costuma provocar sintomas logo após o consumo do alimento.

Entre os sintomas mais comuns da alergia ao trigo estão:

  • Náusea e vômitos

  • Diarreia

  • Irritação na boca e garganta

  • Urticária e erupções cutâneas

  • Congestão nasal

  • Irritação nos olhos

  • Dificuldade para respirar

Essas reações geralmente surgem poucos minutos ou até duas horas após a ingestão do trigo.

Alergia ao glúten (doença celíaca)

A chamada “alergia ao glúten” é, na verdade, a doença celíaca. Trata-se de uma condição autoimune em que o sistema imunológico reage de forma anormal ao glúten, presente no trigo, na cevada e no centeio.

Quando a pessoa celíaca consome glúten, ocorre a destruição das vilosidades intestinais, estruturas responsáveis pela absorção de nutrientes no intestino delgado. Esse processo compromete a absorção de vitaminas e minerais, podendo causar desnutrição, anemia e danos intestinais permanentes se o consumo de glúten continuar.

Sensibilidade ao glúten não celíaca

Há ainda pessoas que apresentam sintomas semelhantes aos da doença celíaca, mas sem alterações intestinais ou resposta autoimune detectável. Essa condição é chamada de sensibilidade ao glúten não celíaca.

Nesses casos, apesar de não haver danos ao intestino, o consumo de glúten provoca desconfortos como dor abdominal, inchaço, fadiga e alterações intestinais.

Principais sintomas da intolerância ao glúten (doença celíaca)

1. Fadiga constante

O cansaço excessivo, especialmente após as refeições, é um dos sintomas mais comuns. Estudos indicam que entre 60% e 82% das pessoas com doença celíaca relatam fadiga frequente, muitas vezes associada à deficiência de vitaminas e minerais.

2. Dor abdominal

Até 83% dos celíacos sofrem com dores e desconforto abdominal após ingerir glúten.

3. Inchaço abdominal

O inchaço é uma das queixas mais frequentes, especialmente em pessoas com sensibilidade ao glúten não celíaca.

4. Diarreia ou constipação

A inflamação intestinal causada pelo glúten prejudica a absorção de nutrientes, podendo provocar diarreia frequente ou constipação persistente.

5. Dormência e formigamento

A neuropatia periférica pode causar dormência e formigamento nos braços e pernas, possivelmente relacionada à ação de anticorpos associados ao glúten.

6. Depressão e ansiedade

Pessoas com intolerância ao glúten apresentam maior propensão a transtornos de ansiedade, pânico e depressão, possivelmente ligados a alterações na microbiota intestinal e no sistema nervoso.

7. Anemia

A má absorção de ferro pode levar à anemia ferropriva, causando fraqueza, tontura, falta de ar e palidez.

8. Doenças autoimunes

Quem tem doença celíaca possui maior risco de desenvolver outras doenças autoimunes, como problemas na tireoide, diabetes tipo 1 e doenças inflamatórias intestinais.

9. Dor muscular e nas articulações

Processos inflamatórios e maior sensibilidade do sistema nervoso podem provocar dores musculares e articulares frequentes.

10. Dor de cabeça e enxaqueca

Pessoas intolerantes ao glúten apresentam maior incidência de enxaquecas.

11. Problemas de pele

A dermatite herpetiforme é uma manifestação cutânea típica da doença celíaca. A exclusão do glúten também pode melhorar quadros de psoríase, urticária crônica e alopecia areata.

12. Perda de peso inexplicável

A baixa absorção de nutrientes pode levar à perda de peso involuntária antes do diagnóstico.

13. Dificuldade de concentração

Conhecida como “névoa mental”, essa condição envolve lapsos de memória, dificuldade de raciocínio e fadiga cognitiva.

Como saber se tenho intolerância ao glúten?

Somente um médico, como gastroenterologista ou alergista, pode confirmar o diagnóstico. Os exames incluem testes laboratoriais, avaliação clínica e histórico familiar, já que a doença celíaca possui fator genético.

Ao apresentar sintomas persistentes, procure um profissional de saúde antes de retirar o glúten da dieta por conta própria.

O que pode comer: dieta sem glúten

A dieta sem glúten exclui completamente alimentos que contenham trigo, cevada, centeio e aveia. No entanto, essa restrição pode reduzir a ingestão de fibras e nutrientes, tornando essencial o acompanhamento de um nutricionista.

Alimentos naturalmente sem glúten incluem:

  • Frutas e vegetais

  • Feijões e leguminosas

  • Sementes e castanhas

  • Ovos

  • Carnes magras não processadas

  • Peixes e aves

  • Laticínios com baixo teor de gordura

Também existem opções de grãos e farinhas sem glúten, como:

  • Arroz

  • Milho e fubá

  • Quinoa

  • Amaranto

  • Trigo mourisco

  • Tapioca

  • Farinhas de arroz, milho, batata, soja e feijão

A intolerância ao glúten tem cura?

A doença celíaca não tem cura, mas é totalmente controlável com a exclusão rigorosa do glúten da alimentação, permitindo uma vida normal e saudável.

Dicas de segurança para quem não pode consumir glúten

  • Armazene alimentos com e sem glúten separadamente

  • Evite contaminação cruzada em utensílios e superfícies

  • Mantenha panelas, louças e bancadas sempre bem limpas

  • Leia rótulos e questione o preparo dos pratos em restaurantes

Manter atenção constante é fundamental para evitar reações e preservar a saúde.

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