Identificados os 4 policiais que perderam a vida na operação contra o crime organizado no RJ
O Rio de Janeiro foi palco, nesta segunda-feira, de uma das maiores e mais letais operações de segurança de sua história. A ação, deflagrada nas primeiras horas do dia, resultou em 64 mortes e mais de 80 prisões, números inéditos no estado.
Com o objetivo de atingir integrantes e lideranças do Comando Vermelho escondidos na região, a operação mobilizou diferentes forças policiais em uma ação conjunta que demonstrou o alto nível de planejamento e coordenação das autoridades.
Além dos mortos, nove pessoas foram baleadas durante os confrontos — entre elas, moradores e agentes de segurança. Entre os alvos abatidos, estavam criminosos apontados como figuras de destaque dentro da facção, vindos de outros estados.
As autoridades ainda avaliam o impacto total da ofensiva no combate ao crime organizado, mas os dados preliminares já a classificam como um marco na segurança pública fluminense.
Quatro agentes perderam a vida na operação. O policial civil Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, tinha carreira iniciada em 1999 e havia sido recentemente promovido ao cargo de comissário — o mais alto posto entre os investigadores. Rodrigo Velloso Cabral, com apenas 40 dias na corporação, também foi atingido fatalmente.

Do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), morreram os sargentos Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, especialista em tiros de precisão, e Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, que atuava em apoio tático. Ambos eram reconhecidos pela dedicação e comprometimento com a profissão.

Apesar de considerada eficaz na desarticulação de grupos criminosos, a operação reacende o debate sobre a condução de ações de grande porte em áreas densamente povoadas e seus reflexos sociais.

Especialistas defendem a adoção de estratégias integradas que aliem inteligência policial, prevenção e políticas de fortalecimento social nas regiões mais vulneráveis da cidade.
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